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Hash Hedge Blog
RISCO É MAIS IMPORTANTE QUE ESTRATÉGIA
Como um engenheiro da Costa do Marfim se tornou trader e recebeu US$7.422 na Hash Hedge
Em 2014, Adama saiu da Costa do Marfim e foi para a Rússia estudar. Hoje ele mora em Moscou, trabalha como engenheiro civil e acabou de concluir a pós-graduação.
Mesmo assim, há 3-4 anos sua principal fonte de renda é o trading.
Na Hash Hedge, Adama já recebeu 3 saques que somam US$7.422.
Sua estratégia se baseia em identificar os rastros dos grandes participantes do mercado. Adama analisa onde a liquidez pode estar e como o preço reage depois que essa liquidez é varrida.
Nesta entrevista, ele conta como perdeu o dinheiro que tinha guardado para os estudos, por que desistiu das opções binárias, como montou seu sistema de trading e o que o ajuda a ganhar dinheiro operando.
Sumário
Da Costa do Marfim a Moscou: como Adama chegou ao trading
Opções binárias e o dinheiro dos estudos perdido
Prop trading: dos primeiros fracassos aos 3 saques
A estratégia “siga o grande player”
Smart Money: liquidez, manipulação e confirmação de entrada
Disciplina no trading: exercícios, afirmações e plano do dia
Gerenciamento de risco: no máximo 2% por operação
Ganhando a vida com o trading
Principais conclusões
Da Costa do Marfim a Moscou: como Adama chegou ao trading
Em 2014, Adama se mudou da Costa do Marfim para a Rússia para estudar. Escolheu engenharia civil e acabou ficando em Moscou.
Os primeiros anos no novo país não foram fáceis. Além dos estudos, Adama começou a pensar em uma renda extra e em independência financeira.
Em 2016, ele se interessou por trading. Naquela época, Adama nem imaginava que operar nos mercados financeiros um dia se tornaria sua principal fonte de renda.
Hoje ele tem cerca de 10 anos de experiência. Nos últimos 3-4 anos, Adama se sustenta totalmente com o trading, enquanto continua os estudos.
Em 2026, concluiu a pós-graduação em engenharia civil.
O principal motivo que levou Adama a se dedicar ao trading foi a independência financeira.
Para ele, isso significa poder tomar as próprias decisões, administrar o próprio tempo e depender menos de fatores externos.
Mas, antes de o trading virar sua principal fonte de renda, ele passou por perdas financeiras sérias.
Opções binárias e o dinheiro dos estudos perdido
Quando começou, Adama não sabia praticamente nada sobre o mercado financeiro.
Começou com um depósito pequeno, de US$100-200.
Logo no primeiro dia, conseguiu dobrar o saldo da conta. O resultado rápido deu a impressão de que ganhar dinheiro com trading era mais fácil do que realmente era.
“Comecei a depositar aos poucos: US$50, US$100. Às vezes eu ganhava e sacava, às vezes perdia mais.”
O maior erro aconteceu em 2017-2018.
Adama usou para operar o dinheiro que vinha guardando para os estudos. Depois da primeira perda, depositou de novo, na esperança de recuperar. No fim, perdeu esse dinheiro também.
“Eu perdia muito dinheiro, mas não parava”, lembra ele.
Mais tarde, ele percebeu que o problema não estava só nas operações ruins.
Ele não tinha um sistema de trading, regras de gerenciamento de risco nem controle emocional.
As decisões eram impulsivas, e a vontade de recuperar o que tinha perdido só gerava novos prejuízos.
Foi essa experiência que fez Adama mudar de abordagem. Ele passou a estudar com mais seriedade análise técnica, gerenciamento de risco e psicologia do trading.
Com o tempo, ele abandonou as opções binárias. Um dos motivos foi o estresse constante que esse tipo de operação traz.
O passo seguinte foi o Forex, onde Adama já opera há mais de 3 anos.
No mercado de câmbio, outra abordagem se mostrou mais adequada para ele: fazer a análise, definir as condições de entrada, colocar a ordem e esperar o resultado, sem deixar as emoções guiarem cada decisão.
Mais tarde, Adama começou a operar criptomoedas e descobriu que os princípios da sua estratégia podem ser aplicados tanto ao Bitcoin quanto às altcoins.
Ainda assim, ele leva em conta as diferenças entre os ativos, principalmente a volatilidade, e define o tamanho da posição com base em um risco estabelecido previamente.
Foi assim que Adama chegou ao princípio central do seu trading: não basta encontrar um bom ponto de entrada. É preciso controlar o risco e seguir as próprias regras.
Prop trading: dos primeiros fracassos aos 3 saques
Durante muito tempo, Adama desconfiou do prop trading. Ele já tinha trabalhado com outras prop firms e ficou insatisfeito: conseguia lucrar, mas sacar os lucros era sempre um problema.
Depois disso, Adama decidiu desistir do prop trading e até parou de prestar atenção nos anúncios dessas empresas.
Até que viu no YouTube um vídeo sobre a Hash Hedge e resolveu dar mais uma chance ao prop trading.
Nem o tropeço no começo o desanimou:
Primeiro, Adama comprou um desafio de US$5K por US$99, mas não conseguiu passar.
Depois do fracasso, decidiu tentar de novo:
Comprou outro desafio de US$5K, mas essa tentativa também não deu certo.
Adama mergulhou ainda mais nos detalhes do prop trading e decidiu pegar um desafio maior.
O terceiro foi um desafio de US$25K.
Dessa vez, ele passou no desafio, chegou à conta Funded e recebeu seu primeiro saque, de US$1.178:
No mesmo mês, Adama recebeu o segundo saque, de US$2.664:
Depois disso, Adama decidiu fazer mais um desafio, agora com um capital maior. A escolha foi uma conta de US$50K.
Foi nessa conta que ele recebeu seu maior saque até agora, de US$3.580:
No total, Adama recebeu 3 saques na Hash Hedge, somando US$7.422
Sua forma de operar praticamente não mudou. Adama continuou usando a mesma estratégia, mas adaptou o gerenciamento de risco às regras da prop firm.
Ele dá atenção especial ao limite de perda diária.
Por exemplo, em uma conta de US$50.000 com limite de perda diária de 3% (US$1.500), Adama prefere usar só 10% desse limite, restringindo o risco diário a US$150.
Para Adama, o limite de drawdown não é um valor para ser usado por completo, e sim uma linha que é melhor nunca alcançar.
Além disso, Adama não opera em conta demo por princípio. Mesmo quando testa novas condições, prefere trabalhar com dinheiro real, só que com risco reduzido.
O servidor da empresa no Discord lhe deu ainda mais confiança na Hash Hedge: lá ele viu os resultados de outros traders e informações sobre os saques deles.
Daqui para frente, Adama pretende aumentar aos poucos o capital operado, passando para contas de US$100.000 e US$200.000.
A principal mudança depois de conhecer a Hash Hedge foi a sua visão sobre o prop trading.
“Eu nunca confiei em prop firms. Agora sei que a Hash Hedge paga de verdade.”
A estratégia “siga o grande player”
Adama explica sua abordagem de forma simples:
“Eu só sigo os profissionais, os grandes players.”
Sua principal ferramenta de análise é o volume negociado. É por ele que Adama tenta identificar onde os grandes participantes estão atuando no mercado.
“Quando tem volume e resultado, é sinal de que tem profissional ali.”
Por resultado, Adama entende um movimento forte de preço acompanhado de volume alto. Na lógica dele, essa combinação pode indicar a atuação de grande capital e ajuda a encontrar zonas para uma possível entrada.
Adama opera principalmente setups de range, tanto comprado quanto vendido. Os principais ativos são BTC, ETH e SOL.
Ele começa a análise pelos timeframes maiores: o diário e o de 4 horas. Depois do fechamento de cada candle, avalia a estrutura do mercado, os volumes e a possível direção do movimento.
Com o cenário definido, ele desce para os timeframes menores (1 hora, 30 ou 15 minutos) para encontrar um ponto de entrada mais preciso e definir o nível do stop loss.
Smart Money: manipulação, volume e confirmação de entrada
Um dos principais setups de Adama envolve operar dentro de um range:
Primeiro, o preço forma os limites do range e testa várias vezes o suporte ou a resistência. Depois, rompe esse limite, o que Adama interpreta como uma possível manipulação e captura de liquidez.
Mas o rompimento por si só não é sinal de entrada para ele. Adama espera uma confirmação: um candle forte com volume acima do normal.
O cenário de operação dele é este:
1
Formação do range.
O preço testa várias vezes uma zona relevante.
2
Rompimento do limite.
O preço passa do nível, o que pode estar ligado a uma captura de liquidez.
3
Confirmação pelo volume.
Adama avalia a força do movimento e a reação do preço para identificar uma possível atuação do grande player.
4
Entrada na posição.
Após a confirmação, ele abre a operação e coloca o stop loss além da zona que sustenta o cenário.
Depois de entrar, Adama pode arrastar o stop acompanhando o preço para proteger o lucro já obtido.
“Quando tem volume e resultado, o grande player não fica parado, e é exatamente aí que eu entro.”
Ainda assim, Adama admite que nem um movimento forte com volume alto garante continuidade. Sinais falsos aparecem com frequência, e a suposta atuação do grande player nem sempre leva ao resultado esperado.
Ele estima a precisão da sua análise em cerca de 75-80%. Essa é uma estimativa pessoal, sem comprovação em seu histórico de operações.
Por isso, Adama dá atenção especial ao cumprimento do plano de trading. Segundo ele, é preciso seguir as regras pelo menos 90% das vezes. Se uma única condição obrigatória não for atendida, é melhor não entrar na operação.
O princípio central da sua estratégia não é tentar prever cada movimento, e sim esperar um setup claro e a confirmação do volume para só então decidir se vai entrar.
Disciplina no trading: exercícios, afirmações e plano do dia
O dia de trading de Adama não começa pelos gráficos. Primeiro vêm os exercícios, as afirmações e a leitura do plano de trading. Só depois ele parte para a análise do mercado.
Toda manhã, Adama dedica 20-30 minutos à atividade física: faz flexões em casa, às vezes vai à academia ou medita.
Antes, ele chegava a abrir a plataforma assim que acordava. Hoje segue a rotina que estabeleceu. A exceção é quando precisa fechar com urgência uma posição já aberta.
Em seguida vêm as afirmações. Adama repete algumas frases em voz alta:
“Eu sou um bom trader.”
“Eu sigo as regras.”
“Eu respeito o meu risco.”
Segundo ele, é importante manter a confiança nas próprias ações, principalmente quando algo no mercado não sai como planejado.
Antes de começar a operar, Adama sempre relê o seu plano de trading, escrito à mão. Ele traz 4 princípios principais:
1
Só a estratégia não basta para ganhar dinheiro.
2
O gerenciamento de risco ajuda a preservar o capital.
3
A disciplina é essencial para ter consistência.
4
É preciso se permitir errar.
Adama dá atenção especial à disciplina.
“É aquilo que você escolhe fazer e faz, mesmo quando não está com vontade.”
Ele reconhece que, falando, tudo parece simples: acordar, se exercitar, ler o plano e seguir as regras. Mas repetir isso todos os dias é bem mais difícil do que parece.
Por isso, para ele, disciplina não é motivação. É o hábito de cumprir o que foi planejado mesmo sem vontade.
Adama também explica o quarto princípio. Erros no trading são inevitáveis, mas as consequências deles podem ser controladas.
Se uma operação der prejuízo, o importante é que a perda fique dentro do risco definido previamente e não impeça você de continuar operando.
Gerenciamento de risco: no máximo 2% por operação
Adama considera o gerenciamento de risco o elemento central do seu sistema de trading.
“A estratégia sozinha não funciona. Ela funciona junto com o gerenciamento de risco.”
Segundo ele, nem uma boa estratégia salva o trader que não sabe controlar as perdas.
“Se você não tem um bom controle de risco, mesmo que te deem um bilhão, você perde na hora.”
Adama observa que traders iniciantes costumam se concentrar em encontrar a estratégia perfeita. Eles acreditam que uma boa análise será suficiente para gerar lucros consistentes e dão menos atenção às possíveis perdas.
Mas até um sistema de trading lucrativo pode quebrar a conta se o trader desrespeitar as próprias regras de gerenciamento de risco.
Adama tem um limite claro: nunca arriscar mais de 2% do capital em uma única operação. É um limite pessoal, não uma recomendação universal para outros traders.
Ao mesmo tempo, ele encara as operações com prejuízo como parte normal do trading.
Se a análise se mostrou errada, mas todas as regras foram seguidas, Adama não considera isso um erro grave.
“Isso não é problema, isso é trading. Todo trader tem que perder.”
Certa vez, ele resolveu testar sua abordagem na prática. Durante 8–10 dias, Adama abriu 3 operações por dia, operando movimentos tanto de alta quanto de baixa.
A condição principal do experimento era seguir rigorosamente o gerenciamento de risco. Segundo Adama, ao fim desse período ele não teve prejuízo no total.
A experiência reforçou sua convicção sobre a importância do controle de risco. Mas, por si só, um experimento como esse não prova que o gerenciamento de risco consegue tornar qualquer estratégia lucrativa.
Para Adama, a principal lição foi outra: perdas isoladas não devem colocar em risco a conta inteira. Se o risco é limitado de antemão, o trader consegue continuar depois das operações perdedoras.
Na visão de Adama, o erro mais grave não é errar a previsão. É desrespeitar o próprio plano de trading.
Ele chama isso de “trair a própria verdade”: quando o trader sabe como deve agir, mas, levado pelas emoções, faz diferente.
Adama admite que controlar o risco foi a habilidade mais difícil de desenvolver ao longo dos anos de trading. Os livros de psicologia nem sempre ajudaram: uma coisa é entender as regras, outra bem diferente é segui-las com dinheiro real em jogo.
Com o tempo, ele concluiu que a principal batalha no trading não é contra os outros participantes do mercado, mas contra as próprias emoções e decisões.
Ganhando a vida com o trading
Há 3-4 anos, o trading é a principal fonte de renda de Adama. Ele se sustenta totalmente operando nos mercados financeiros.
Ao mesmo tempo, Adama reconhece que viver do trading é psicologicamente mais difícil do que operar para ter uma renda extra. Quando as despesas do dia a dia dependem do resultado das operações, a pressão é muito maior.
Mesmo assim, Adama não acha necessário passar o dia inteiro na frente dos gráficos.
Normalmente, ele dedica ao trading no máximo 4 horas por dia. Dependendo do mercado, confere os gráficos após o fechamento dos candles de 4 horas ou acompanha o preço no timeframe de 15 minutos.
Se em uma ou duas horas não aparece nenhum ponto de entrada adequado, Adama não força uma operação a qualquer custo. Em vez disso, vai cuidar de outras coisas e volta ao mercado mais tarde.
Ele também é cuidadoso com o dinheiro que ganha. Parte do lucro vai para uma reserva financeira, e outra parte, para projetos e áreas que não têm relação com trading.
Adama é engenheiro civil de formação, e seus interesses vão além do mercado financeiro.
Para quem está começando, ele aconselha não buscar resultados rápidos, mas estudar todos os dias e colocar em prática o que aprendeu.
Adama também ressalta que é impossível eliminar totalmente o risco do trading. O importante é aprender a aceitar as possíveis perdas e limitar o tamanho delas de antemão.
Principais conclusões
1
A estratégia só funciona junto com o gerenciamento de risco.
Adama está convencido de que nem uma boa análise de mercado protege das perdas se o trader não controla o risco. Sua regra pessoal é nunca arriscar mais de 2% do capital em uma única operação. Ao operar uma conta Funded, ele também leva em conta os limites da prop firm.
2
Não tente prever o preço. Espere pela confirmação.
Na sua estratégia, Adama se orienta pelos volumes negociados e pela reação do preço. Ele procura zonas de suposta atuação dos grandes participantes, observa o rompimento dos limites do range e espera a confirmação antes de entrar. Ainda assim, volume alto por si só não garante que o sinal esteja certo.
3
Seguir o plano é mais importante do que uma operação lucrativa isolada.
Adama estima a precisão da sua análise em cerca de 75–80%, mas reconhece que sinais falsos são inevitáveis. Para ele, uma operação perdedora feita dentro das regras é bem menos grave do que quebrar o plano de trading por causa das emoções.
4
A disciplina começa muito antes de abrir uma operação.
Toda manhã, Adama reserva um tempo para os exercícios, repete as afirmações e relê o plano de trading escrito à mão. Esses hábitos o ajudam a manter a rotina e seguir as próprias regras.
5
Independência financeira exige não só ganhar dinheiro, mas também saber administrá-lo.
Há 3-4 anos, Adama vive da renda do trading. Mesmo assim, ele não gasta todo o lucro: parte vai para uma reserva e parte para outros projetos.
A história de Adama mostra como sua abordagem ao trading mudou ao longo de 10 anos: das primeiras tentativas de ganhar dinheiro no mercado até um sistema de trading próprio, contas Funded e saques regulares.
Para ele, o principal resultado dessa experiência não é ter encontrado a estratégia perfeita, mas ter aprendido a controlar o risco, manter a disciplina e seguir em frente depois das operações perdedoras.
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